segunda-feira, 7 de julho de 2008

Design Emotivo


Entenda-se por design emotivo todo aquele que desperta emoções… assim sendo penso que o design, em todas as suas vertentes pode ser caracterizado de design emotivo. Todas as peças de design evocam emoções. Todo o designer ao se preocupar com a função preocupa-se também com a forma… tanto a forma como a função provocam emoções. A estética de um objecto, a sua atracção e beleza, conjugam-se para que o ser humano se sinta bem, confortável ao utilizar o objecto. Por seu lado se o objecto não for funcional produz emoções negativas. A emoção não está apenas aliada à aparência do design mas também à sua razão, à sua funcionalidade.
As emoções variam de pessoa para pessoa por isso é muito difícil estabelecer o design emotivo como uma variante do design. Cada pessoa é única. Cada pessoa possui as suas emoções. As emoções dependem da experiência de vida de cada um logo o visualmente atraente para mim pode não o ser para outra pessoa qualquer. Como já disse as emoções não dependem apenas da aparência mas também da funcionalidade do objecto. É necessário ao utilizador se sentir confortável ao utilizá-lo, que não encontre defeitos na sua utilização. Adaptar os produtos às pessoas, perceber que as expectativas das pessoas se alimentam do ego e da cultura que as rodeia, provocadas pela publicidade. Por outro lado as necessidades vivem da tarefa, da necessidade de usar algo com um determinado fim. A estética aliada à funcionalidade para criar emoções no utilizador.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

The Earth's Lung



Este foi um dos trabalhos que me deu mais gozo realizar e ao qual me devo ter dedicado mais... esta casa-de-banho foi desenhada para o concurso cevisama 2008 para o qual é pedido uma casa de banho para um pequeno apartamento... o conceito é o meio-ambiente... inspirado numa árvore, elemento fundamental para a vida, surgiu este equipamento que se vai formando verticalmente desde a sanita, passando pelo lavatório até ao chuveiro onde a água cai em cascata... tem 1500 mm por 1000 mm, e penso que foi aí que falhei... mas tendo em conta as dimensões ergonómicas mais confortáveis foi o mínimo que consegui fazer... os materiais utilizados são a madeira plástica, um material sustentável, 100% reciclável, e cerâmica utilizada na sanita...

Estantes Sustentáveis


Este projecto é uma criação minha e de duas colegas minhas de curso... Cecília Ribeiro e Lídia Diniz... foi-nos proposto pela nossa professora de Design 3 no segundo semestre do segundo ano do curso de Arte e Design da Escola Superior de Educação de Coimbra... A proposta consistia em criar um objecto útil com recurso à reutilização de materiais, neste caso tubos de cartão utilizados na construção de edifícios... na imagem está o protótipo desenhado pela Lídia...

domingo, 2 de dezembro de 2007

Frank Lloyd Wright


Frank Lloyd Wright… penso ser justo quando se associa este nome a uma das mentes mais brilhantes da arquitectura moderna. Um génio artístico, imprevisível e controverso que viveu muito além do seu tempo.
Wright afirmava que fora a sua mãe que lhe determinara a profissão. Ainda no seu ventre, resolvera que a criança seria um rapaz e que viria a ser um grande arquitecto. Durante a sua infância, ela incutiu-lhe essa convicção. Rodeou-o de beleza natural, descobriu jogos educativos e comprou-os para o seu filho brincar em casa. Mas Wright sempre considerou mais formativos os anos que passou a trabalhar na fazenda dos Lloyd, a família da mãe.
Com apenas 20 anos, Wright procura Louis Sullivan, um dos melhores arquitectos da época, esperando que este lhe desse emprego. Frank Lloyd Wright trabalhou com Sullivan durante quase 7 anos sendo afastado por aceitar trabalhos sem o consentimento de Sullivan. Resolveu então abrir o seu próprio atelier sendo o seu primeiro cliente William H. Winslow.
Wright começa então a desenvolver uma nova linguagem na arquitectura através das suas “casas da pradaria”, de silhuetas amplas, extensas, proporções baixas, estreitamente associadas ao solo, largas saliências, telhados com suave declive, e mais espaços abertos, delimitados apenas por pequenos truques arquitectónicos em vez de divisões e portas.
Logo nas suas primeiras obras, Frank Lloyd Wright manifestou um conhecimento minucioso e um respeito diligente pelos materiais vindos da natureza. A pedra, o tijolo e a madeira já à muito que eram cobertos, pintados, rebocados e alterados devido a
modas ou gostos diferentes. Por isso, utilizou esses materiais da maneira que lhe parecia mais adequada à sua natureza, deixando que as massas de pedra se tornassem na característica do edifício, ou que os tons terrosos do tijolo, produto do forno, se erguessem em agrupamentos e formas que o glorificavam. E quanto à madeira, Wright a considerava o mais amado de todos os materiais, dizendo que "a madeira é de uma beleza universal para o homem, que adora estar associado a ela; gosta de a sentir na mão, é-lhe agradável ao tacto e ao olhar."
Na maior parte da arquitectura do século XIX não se ignoraram apenas os materiais naturais, mas também os materiais novos, como o betão, o aço, a folha metálica e o vidro. Wright pressentiu que esses novos materiais e os métodos de os usar seriam uma maravilhosa "caixa de ferramentas" para o arquitecto do séc. XX.
"A Natureza escreve-se maiúsculo, tal como se escreve Deus com um maiúsculo. A Natureza é tudo o que jamais conheceremos do corpo de Deus". Partindo desse ponto de vista, dessa veneração e, consequentemente, do seu respeito pela natureza, os edifícios de Wright integravam-se na paisagem
deixando o ser humano experimentar e participar nas alegrias da beleza natura.
Frank Lloyd Wright designou a sua arquitectura de “orgânica”,
uma expressão criada por Louis Sullivan. Mas foi muito além deste, no seu trabalho e na interpretação desta definição
A obra de Wright foi progredindo à medida que a sua criatividade se ia apurando. A partir do edifício de escritório administrativo e escultural, executado para a Larkin Company, construiu, trinta anos depois, o edifício administrativo, fluído, curvilíneo, leve e arejado para a empresa S. C. Johnson and Son. A partir da planta formal "tipo esfinge" do Hotel Imperial e dos "Midway Gardens", ele desenvolveu o conceito derradeiro de um espaço fluído, igualmente trinta anos depois, no Museu Guggenheim. Da simples casa de Thomas Gale, num terreno simples da pradaria do Midwest, em Oak Park, no ano de 1909, ele chegou à conclusão dos terraços em betão e pedra, prendendo sobre uma cascata nos desfiladeiros arborizados de Pensilvânia, na célebre casa de Edgar Kaufmann, que recebeu o nome de "fallingwater".
Frank Lloyd Wright foi sem dúvida um dos melhores arquitectos de sempre e fundamental para a evolução da arquitectura tornando-a diferente e arrojada, onde “a forma e a função são uma só”.

Remade in Portugal


"Lisboa recebeu no mês de Setembro a primeira grande exposição dedicada ao Eco Design, realizada no nosso país. A exposição REMADE IN PORTUGAL realizou-se entre os dias 28 de Setembro e 5 de Outubro, na Nave da Estufa Fria, onde apresentou objectos fabricados com materiais reciclados e concebidos pelos mais conceituados designers e arquitectos portugueses, italianos, argentinos, brasileiros e chilenos. O “Remade in Portugal” é a transposição para o panorama nacional de um projecto italiano denominado “Remade in Italy” que pretende incentivar as empresas a desenvolver produtos utilizando materiais reciclados, que apresentem um desenho original e qualidade de produção. Este projecto foi criado pela entidade italiana “Regione Lombardia” em 2004 e rapidamente se estabeleceu como uma referência, contando com a participação, entre outros, do Ministério do Ambiente italiano e dos vários consórcios ligados à reciclagem. Com a finalidade de difundir a cultura do eco-design e do desenvolvimento sustentável a um nível internacional, o “Remade in Italy” já implementou com sucesso o “Remade in Argentina” e iniciou contactos com o Brasil. Em Portugal o desafio foi lançado a 15 designers e arquitectos. O objectivo: Criar um objecto que utilize materiais reciclados na sua produção."

As ideias geniais dos Irmãos Campana


"Vibrante, colorido e cheio de brio, é assim que o Design Museum de Londres resume o trabalho em exposição dos dois irmãos Campana, designers brasileiros de S. Paulo em fase de grande ascensão e reconhecimento. O trabalho destes dois irmãos, que nunca pensaram em ser verdadeiros designers, distingue-se pela pesquisa de materiais revolucionários, o que passa em grande parte pela utilização de materiais reciclados. Numa altura em que as preocupações ambientais parecem transbordar para todas as áreas, estes dois designers conseguiram incutir uma dinâmica de criatividade alicerçada no mais genuíno espírito ecológico. Tudo começou com a exposição “Desconfortáveis” em 1989. Aí apresentaram peças sem acabamento aparente, o que deixava entrever uma boa dose de subversão das formas e texturas. O ritmo de criação foi acelerando até que em 1997, a Luminária Estela foi seleccionada para ser produzida pela empresa italiana O Luce, dando reconhecimento internacional aos designers. Depois vieram as criações mais emblemáticas em que se inclui a “Mesa insuflável”, a “Poltrona Bolas” ou a “Cadeira Favela”. Todas estas criações respiram bom humor e uma quase militante transgressão do sentido da função de cada objecto. Os irmãos Campana tinham conseguido provar que uma certa preocupação ecológica não tem que existir divorciada de um sentimento de grande pluralidade, alegria e muita inovação. Plástico, cartão, metais, fibras de algodão, borracha ou os detritos mais variados, são as matérias que compõem estes objectos. É interessante ver como estas peças transcendem o aspecto meramente funcional de móveis do dia a dia, conferindo-lhes um aspecto lúdico e escultural. Algumas destas obras-primas simplesmente não têm qualquer função, a não ser o de assumirem uma nova postura libertadora através do “Design made in Brasil by Irmãos Campana”. Ninguém fica indiferente ao trabalho dos deles. E como não podia deixar de ser, é a grande indústria do mobiliário que está agora de olhos postos nestes dois irmãos prodígio. São eles a grande lufada de ar fresco que ultrapassa e transcende uma cultura de Design demasiadamente alicerçada nos valores tradicionais da sua própria história. É um mundo de originalidade e beleza reproduzido em pequenas séries por prestigiadas empresas como a Edra ou a Vitra. Tudo em pequena escala já que estamos a falar de uma produção semi-artesanal E o reconhecimento internacional deste novo Design emergente toma agora uma proporção também institucional. As peças dos irmãos Campana estão representadas em importantes museus internacionais, entre os quais o MoMA (Museum of Modern Art) Também figuram em destaque em todas as mostras pontuais de Design, como foi o caso da Experimenta Design de 2003 em Lisboa, que lhes prestou homenagem. Está provado que o público internacional não conseguiu resistir ao fulgor criativo destas obras que reflectem um universo lúdico, poético e impregnado de consciência ecológica."

micro compact home


Durante uma das minhas pesquisas no google encontrei este fascinante projecto... uma casa com 2,6 metros quadrados.... não... não me enganei... já é possível ter todas as divisões necessárias de uma casa em 2,6 metros quadrados... espaço para cozinhar, comer, trabalhar, dormir e um espaço reservado à higiene com sanita e chuveiro... Para mais informações consulta http://microcompacthome.com